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Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto

ResumoO Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) zerou a fila de espera por perícia médica em agosto de 2025. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou a conclusão do mutirão de atendimentos. A medida eliminou o acúmulo de requerimentos pendentes, mas a manutenção do prazo regular de agendamento depende da continuidade do esforço operacional.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila da perícia do INSS foi zerada em agosto. Saiba como isso foi possível e o que ainda falta.

Paula Andrenni Paula Andrenni · Jornalista de geral
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Fila de espera por perícia do INSS é zerada em agosto
Foto: Imagem ilustrativa · Pingobox

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila da perícia do INSS foi zerada em agosto. Saiba como isso foi possível e o que ainda falta.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (3) que a fila de espera por perícia do INSS foi zerada em agosto. A marca foi atingida no mês passado, e o anúncio ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministério, desde fevereiro até agosto, o número de pedidos de perícia aguardando atendimento caiu gradativamente. Em fevereiro, eram 3,12 milhões de pessoas na fila, enquanto 1,17 milhão abriram novos pedidos naquele mês. O número foi caindo até chegar a 1,547 milhão em julho. Em agosto, os novos pedidos superaram o total de pessoas na fila, o que, na prática, elimina a espera acumulada.

Quando a demanda diária é menor que a capacidade de atendimento, não há fila, mas fluxo. O ministro comparou a situação a uma loja com 12 vendedores e apenas 8 clientes entrando. "Estamos com folga no atendimento por maior que seja a demanda", explicou Queiroz. A redução não foi obra do acaso. O Ministério da Previdência listou quatro frentes que ajudaram a acelerar as respostas: nomeação de novos servidores por concurso público, 865 agências operando com telemedicina, adoção da perícia médica documental e mutirões em fins de semana, além de bônus para quem cumpre metas.

A perícia documental, em particular, mudou a experiência do segurado. Nessa modalidade, não é preciso ir a uma agência do INSS. Basta enviar a documentação comprobatória, e a análise é feita à distância. Isso reduz o deslocamento e libera a agenda presencial para casos que realmente exigem exame físico.

O papel dos mutirões e dos bônus

Os mutirões em fins de semana ampliaram a capacidade de atendimento sem sobrecarregar o expediente regular. O pagamento de bônus para servidores que concluem tarefas acima das metas também entrou na conta. O ministério afirma que esse plano de gerenciamento de benefícios foi responsável por 2 milhões de atendimentos adicionais somente em 2026.

O volume de trabalho, ainda assim, é gigantesco. O INSS recebe cerca de 1,3 milhão de pedidos por mês, o equivalente a 43 mil por dia. "É com esse gigante que lidamos", destacou Wolney Queiroz. A estrutura montada para dar conta dessa demanda envolve desde tecnologia até gestão de pessoas.

Tempo de espera caiu, mas ainda há casos pendentes

Além de reduzir a fila, o instituto conseguiu diminuir o tempo médio de espera por uma decisão sobre a perícia. O prazo legal é de 45 dias, e a média atual é de 34 dias. Ou seja, o INSS está operando dentro do limite, com margem de sobra.

Ainda assim, há um grupo de 224 mil pessoas aguardando há mais de 45 dias. O ministro Wolney Queiroz e o secretário-executivo da pasta, Felipe Cavalcante, afirmam que são casos específicos e pedidos especiais. Entre eles, estão benefícios de prestação continuada (BPC) e aposentadorias.

O BPC, por exemplo, exige avaliação social e médica, o que pode tornar o processo mais longo. Já as aposentadorias por invalidez, em alguns cenários, demandam análise adicional de documentos ou exames complementares. A pasta reconhece que, para esses casos, o prazo ainda não é o ideal.

O que significa, na prática, ter a fila zerada

A eliminação da fila não quer dizer que ninguém espera. Quer dizer que o número de novos pedidos é menor que a capacidade de atendimento. Quem entra hoje não fica acumulado com quem entrou antes. O sistema consegue processar a demanda corrente sem gerar estoque.

Para o segurado, o efeito prático é a previsibilidade. O pedido feito agora tende a ter resposta em torno de 34 dias, dentro do prazo legal. A experiência de quem dependia de benefício por incapacidade muda: a espera incerta dá lugar a um prazo mais curto e confiável.

O papel da telemedicina e da perícia documental

A telemedicina permite que médicos peritos atendam segurados em cidades sem agência ou com poucos profissionais. As 865 agências com esse recurso ampliam a cobertura geográfica sem exigir deslocamento do perito. Já a perícia documental elimina a necessidade de comparecimento presencial em casos em que os documentos são suficientes para a conclusão.

Essas duas ferramentas, somadas aos mutirões, formam o núcleo da estratégia que reduziu a fila de 3,12 milhões para zero em sete meses. A combinação de tecnologia e gestão de pessoal foi decisiva.

Humanizar a fila: a meta declarada por Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu o objetivo em uma frase: "O que a gente quer é humanizar a fila. É a pessoa ter o tempo correto de dar entrada, esperar e receber o seu benefício". A declaração, feita durante o anúncio, aponta para uma preocupação com a experiência do cidadão, não apenas com os números.

Na prática, humanizar significa reduzir a espera, mas também dar clareza sobre prazos e meios de acompanhamento. O segurado que sabe quando terá resposta planeja melhor sua vida financeira e sua saúde.

O que ainda falta resolver

Apesar do avanço, os 224 mil casos com espera superior a 45 dias mostram que o sistema ainda tem gargalos. BPC e aposentadorias concentram parte desses atrasos. A pasta não detalhou um cronograma específico para esses casos, mas reconhece a necessidade de atenção especial.

A tendência, segundo o ministério, é que o fluxo continue equilibrado, desde que a demanda não cresça acima da capacidade. O INSS recebe cerca de 1,3 milhão de pedidos mensais, e a estrutura atual dá conta desse volume. Se houver pico, como em períodos de campanha de atualização de dados ou mudanças nas regras, a fila pode voltar a se formar.

Como o segurado deve agir agora

Quem precisa de perícia deve reunir a documentação completa e dar entrada pelo Meu INSS. Em muitos casos, a perícia documental resolve sem necessidade de agendamento presencial. Se houver dúvida sobre a modalidade, o atendimento remoto pode orientar. O prazo médio de 34 dias é uma referência, mas casos específicos podem levar mais tempo.

Para quem está no grupo dos 224 mil, a orientação é acompanhar o andamento pelo portal ou aplicativo. Se o prazo de 45 dias for ultrapassado, é possível registrar reclamação na ouvidoria. A pasta afirma que esses casos são tratados com prioridade, ainda que não haja um prazo público para a conclusão.

Perguntas Frequentes

A fila da perícia do INSS foi realmente zerada?

Sim, segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, a fila foi zerada em agosto. O número de novos pedidos superou o de pessoas aguardando atendimento, o que indica fluxo, não fila.

Quanto tempo leva uma perícia do INSS hoje?

O prazo legal é de 45 dias, mas o tempo médio atual é de 34 dias. Casos específicos, como BPC e aposentadorias, podem levar mais tempo.

O que é perícia documental?

É uma modalidade em que o segurado não precisa ir à agência. Basta enviar a documentação comprobatória, e a análise é feita à distância.

Quantas agências usam telemedicina?

Atualmente, 865 agências do INSS operam com recursos de telemedicina para agilizar as perícias.

Quem são os responsáveis pela redução da fila?

O Ministério da Previdência atribui a redução à nomeação de servidores, telemedicina, perícia documental, mutirões e bônus por metas.

Ainda há pessoas esperando perícia há mais de 45 dias?

Sim, cerca de 224 mil pessoas aguardam há mais de 45 dias, em casos específicos como BPC e aposentadorias.

como pedir perícia do INSS pelo Meu INSS o que é BPC e quem tem direito

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